Minas Gerais responde por aproximadamente 46% da produção brasileira de cenoura e 44% da produção de alho, segundo levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar em outubro de 2026. Apesar da liderança, produtores enfrentam desafios de rentabilidade, incluindo uma queda média de 43% nas cotações do alho no primeiro semestre de 2026. Entenda por que produzir mais nem sempre significa lucrar mais.
Beatriz Karins | Engenheira Agrônoma UFPR | Bia do Agro
Quando pensamos em uma propriedade agrícola bem-sucedida, é comum associar o resultado à quantidade produzida.
Uma lavoura com excelente produtividade, plantas bem desenvolvidas e uma colheita abundante parece representar o cenário ideal para qualquer produtor.
Mas existe uma diferença importante entre produzir muito e ganhar dinheiro com a produção.
Um levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar em 8 de outubro de 2026 ajuda a entender essa questão.
Segundo a instituição, Minas Gerais ocupa posição de destaque na produção brasileira de diversas hortaliças, respondendo por parcelas expressivas do abastecimento nacional.
Ao mesmo tempo, o estudo apresenta dificuldades econômicas enfrentadas pelos produtores, especialmente na cadeia do alho.
O contraste revela uma realidade importante da horticultura: produtividade, preço de venda e rentabilidade são indicadores diferentes.
Minas Gerais lidera a produção de quais hortaliças?
O Sistema Faemg Senar divulgou a cartilha Mapeamento de Hortaliças – principais regiões e municípios produtores, elaborada com base em informações da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a publicação institucional, Minas Gerais responde por aproximadamente:
- 46% da produção nacional de cenoura;
- 44% da produção nacional de alho;
- 33% da produção nacional de batata-inglesa;
- 33% da produção nacional de abóbora.
Esses números mostram a importância do estado para o abastecimento brasileiro.
Quando uma região concentra parcela significativa da produção de determinado alimento, suas condições climáticas, decisões de plantio e resultados de safra podem ter repercussões que ultrapassam os limites estaduais.
É importante destacar que esses percentuais foram apresentados pelo Sistema Faemg Senar com base em estatísticas oficiais. Trata-se de um levantamento técnico-econômico institucional, e não de uma pesquisa experimental sobre produtividade.
Quanto Minas Gerais produziu em 2025?
Segundo os números apresentados pela instituição, a batata-inglesa foi a cultura de maior volume entre as analisadas em 2025.
Os destaques foram:
- Batata-inglesa: 1,49 milhão de toneladas;
- Mandioca: 625,4 mil toneladas;
- Tomate: 585,2 mil toneladas;
- Cenoura: 303,3 mil toneladas.
Esses valores representam volumes totais de produção, não produtividade por hectare.
Essa distinção é fundamental.
Uma região pode produzir mais porque possui uma área cultivada maior, porque apresenta produtividade superior ou pela combinação desses fatores.
Portanto, os números de produção não permitem concluir, isoladamente, que determinada cultura apresentou maior eficiência agronômica.
Onde estão as principais regiões produtoras de Minas Gerais?
O levantamento também apresenta a distribuição regional da produção.
Em 2025, o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba concentraram aproximadamente 1,8 milhão de toneladas entre as culturas analisadas.
Na sequência aparecem:
- Sul e Sudoeste de Minas: aproximadamente 700 mil toneladas;
- Norte de Minas: cerca de 350 mil toneladas.
A concentração produtiva nessas regiões evidencia a importância econômica da horticultura para municípios especializados na atividade.
Além da produção agrícola, existe uma cadeia de serviços e atividades associadas, incluindo transporte, beneficiamento, comercialização, assistência técnica, máquinas e fornecimento de insumos.
Produção de hortaliças cresceu em 2025?
O desempenho não foi igual para todas as culturas.
Segundo a análise do Sistema Faemg Senar, na comparação entre 2024 e 2025:
- A produção de batata-doce cresceu 13%;
- A produção de mandioca aumentou 11%;
- A produção de batata-inglesa avançou 4%;
- A produção de alho caiu 11%;
- A produção de tomate recuou 1%.
Essas diferenças mostram que não podemos analisar a horticultura como se todas as culturas respondessem da mesma maneira ao mercado e às condições produtivas.
Clima, custos, disponibilidade de mão de obra, produtividade e decisões de plantio podem influenciar os resultados de cada atividade.
Por que produzir mais não significa lucrar mais?
Porque a quantidade colhida representa apenas uma parte do resultado econômico.
O produtor também precisa considerar quanto gastou para produzir, quanto conseguiu comercializar e qual preço recebeu.
Em termos simplificados:
Receita bruta = quantidade comercializada × preço recebido.
Já o resultado econômico depende da relação entre essa receita e os custos envolvidos na atividade.
Isso significa que uma lavoura pode apresentar produtividade elevada e, mesmo assim, gerar resultado financeiro insatisfatório.
O contrário também pode acontecer: uma safra com produtividade moderada pode apresentar resultado econômico favorável quando os custos e os preços de comercialização permitem uma margem adequada.
O que aconteceu com o preço do alho em 2026?
Um dos dados mais importantes do levantamento envolve a comercialização do alho.
Segundo o Sistema Faemg Senar, as cotações do alho caíram, em média, 43% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
Essa informação merece atenção porque Minas Gerais responde por aproximadamente 44% da produção nacional da cultura, conforme os dados apresentados pela instituição.
O resultado mostra como uma cadeia produtiva relevante pode enfrentar pressão econômica mesmo ocupando posição de destaque no abastecimento brasileiro.
É importante observar que a queda de 43% se refere às cotações médias informadas no levantamento, e não a uma redução de 43% na produtividade ou no lucro de todos os produtores.
O impacto efetivo sobre cada propriedade depende dos preços negociados, custos, produtividade, qualidade e condições de comercialização.
Como uma queda no preço pode afetar a receita?
Vamos imaginar uma situação hipotética.
Um produtor comercializa 10 toneladas de determinado produto por R$ 10,00 o quilograma.
Nesse cenário, sua receita bruta seria de R$ 100 mil.
Agora imagine que, mantendo a mesma quantidade comercializada, o preço caia para R$ 5,70 por quilograma.
A receita bruta passaria para R$ 57 mil.
Ou seja, uma queda de 43% no preço provocaria uma redução de 43% na receita bruta se a quantidade comercializada permanecesse igual.
Esse exemplo é apenas uma simulação matemática para demonstrar o efeito do preço. Os valores utilizados não representam cotações reais do alho nem resultados de propriedades mineiras.
Além disso, receita bruta não é lucro.
Para conhecer o resultado econômico, ainda seria necessário descontar os custos correspondentes.
Qual é a diferença entre produtividade e rentabilidade?
Embora os termos sejam frequentemente utilizados juntos, representam conceitos diferentes.
Produtividade agrícola
É a quantidade produzida em relação a determinada unidade de área.
Na horticultura, pode ser expressa em toneladas por hectare, quilogramas por hectare ou outras unidades adequadas à cultura.
Uma lavoura que produz 40 toneladas em um hectare apresenta produtividade de 40 t/ha.
Produção total
É a quantidade total colhida em uma propriedade, município, região ou estado.
Uma área de 100 hectares produzindo 40 t/ha teria produção total de 4.000 toneladas.
Rentabilidade
Está relacionada ao retorno econômico obtido em relação aos recursos empregados, conforme o indicador utilizado.
Ela depende de custos, receitas e investimentos, não apenas da quantidade colhida.
Portanto, alta produtividade não é sinônimo de alta rentabilidade.
Por que o custo de produção é tão importante na horticultura?
A horticultura envolve diferentes operações e insumos, cuja importância varia conforme a cultura e o sistema de produção.
Entre os componentes que podem representar parcelas relevantes dos custos estão:
- Mudas, sementes e materiais de propagação;
- Fertilizantes e corretivos;
- Produtos para manejo fitossanitário;
- Irrigação e energia;
- Mão de obra;
- Máquinas e operações mecanizadas;
- Colheita, classificação e embalagem;
- Transporte, armazenamento e comercialização.
Uma produção elevada pode não compensar esses custos quando o preço recebido é insuficiente.
Por isso, o planejamento econômico precisa acompanhar o planejamento agronômico.
Por que a qualidade comercial interfere no lucro?
Nem tudo o que é colhido necessariamente será comercializado pelo mesmo preço.
Dependendo da cultura e do mercado, características como tamanho, formato, aparência, uniformidade e ausência de defeitos influenciam a classificação dos produtos.
Na cenoura, por exemplo, raízes deformadas, rachadas ou fora dos padrões exigidos por determinado comprador podem apresentar menor valor comercial.
Na batata e no alho, classificação e qualidade também podem influenciar a remuneração.
Assim, dois produtores com a mesma produtividade física podem apresentar receitas diferentes se a proporção de produto comercializado em cada categoria for distinta.
Não basta produzir muitos quilos. É importante avaliar quantos quilos serão comercializados e a que preço.
O clima pode afetar produtividade e rentabilidade ao mesmo tempo?
Sim.
Temperatura, chuva, umidade relativa do ar e disponibilidade de água influenciam o desenvolvimento das culturas.
Condições desfavoráveis podem reduzir produtividade, alterar a qualidade comercial e aumentar a necessidade de determinadas operações de manejo.
Períodos chuvosos, por exemplo, podem favorecer algumas doenças em hortaliças suscetíveis, dependendo do patógeno e das condições ambientais.
Isso pode aumentar os custos de manejo e reduzir a quantidade de produto comercializável.
Mas o efeito econômico final também depende do comportamento do mercado.
Uma quebra regional de produção pode reduzir a oferta e pressionar preços para cima. Já uma safra abundante em diferentes regiões pode contribuir para maior oferta e pressão sobre as cotações.
Essas relações não são automáticas, pois demanda, importações, estoques e logística também interferem nos preços.
Por que o preço das hortaliças varia tanto?
O mercado de hortaliças apresenta características que ajudam a explicar a volatilidade de preços.
Entre elas estão a sazonalidade da produção, a perecibilidade de muitos produtos e a influência das condições climáticas.
Quando a oferta aumenta rapidamente e a demanda não cresce na mesma proporção, os preços podem sofrer pressão.
Quando há redução importante da disponibilidade de produto, o comportamento pode ser diferente.
Além disso, a capacidade de armazenamento varia bastante entre as culturas.
Produtos mais perecíveis podem exigir comercialização rápida, reduzindo a flexibilidade do produtor para aguardar condições melhores de mercado.
Como as importações influenciam o mercado brasileiro de alho?
O levantamento do Sistema Faemg Senar também chama atenção para a concorrência do alho importado.
Segundo a instituição, as importações brasileiras de alho cresceram aproximadamente 45% entre 2022 e 2025.
Esse aumento é um dos elementos apontados na discussão sobre a pressão econômica enfrentada pelos produtores nacionais.
Entretanto, não seria correto afirmar que toda a queda de preços registrada em 2026 foi causada exclusivamente pelas importações.
O comportamento das cotações depende de diversos fatores, incluindo oferta nacional, oferta internacional, custos, câmbio, demanda e condições de comercialização.
O dado das importações ajuda a contextualizar o mercado, mas não estabelece sozinho uma relação de causa e efeito.
Por que o alho mineiro enfrenta desafios econômicos?
Segundo a análise institucional, produtores enfrentam uma combinação de preços pressionados, custos elevados, concorrência externa e riscos climáticos.
O levantamento também menciona que, em junho de 2026, uma audiência pública realizada em São Gotardo discutiu impactos das importações de alho da Argentina e da China sobre a produção regional.
Esse contexto demonstra que a competitividade de uma cadeia produtiva não depende exclusivamente do desempenho dentro da propriedade.
Mesmo quando o manejo agronômico é eficiente, fatores externos podem influenciar significativamente o resultado econômico.
O que acontece com os municípios quando a renda agrícola diminui?
Os efeitos podem ultrapassar as propriedades rurais.
Em municípios cuja economia depende fortemente da agropecuária, a redução da renda dos produtores pode afetar a compra de insumos, máquinas, equipamentos e serviços.
O Sistema Faemg Senar destacou que a agropecuária representava aproximadamente 60% do valor adicionado bruto municipal de Rio Paranaíba em 2021.
Em Ibiá, a participação informada foi de aproximadamente 31% no mesmo ano.
Esses percentuais são indicadores da importância econômica da atividade agropecuária nesses municípios, não medidas específicas da participação da horticultura ou do alho.
Quando uma atividade relevante enfrenta dificuldades prolongadas, podem surgir reflexos no comércio, no transporte e na prestação de serviços associados ao setor.
Como o produtor pode melhorar a gestão econômica da propriedade?
Não existe uma estratégia capaz de eliminar completamente os riscos de mercado.
Mas algumas práticas podem melhorar a qualidade das decisões.
1. Conhecer o custo de produção
Registrar despesas permite entender quanto custa produzir e comercializar determinada quantidade de produto.
É importante considerar custos variáveis, custos fixos e outros componentes relevantes para a análise econômica.
Sem esses registros, o produtor pode confundir entrada de dinheiro com resultado positivo.
2. Acompanhar os preços de mercado
Observar o comportamento das cotações ajuda a compreender períodos de maior e menor remuneração.
Informações de instituições como Cepea e centrais de abastecimento podem contribuir para esse acompanhamento, respeitando as diferenças entre mercados, regiões e padrões comerciais.
3. Planejar a época de produção
A escolha da época de plantio precisa considerar as condições agronômicas da cultura e o comportamento histórico do mercado.
Produzir em períodos de menor oferta pode ser economicamente interessante, mas também pode envolver maiores riscos climáticos ou custos adicionais.
Portanto, não basta escolher a época em que o preço costuma ser maior.
4. Reduzir perdas e melhorar a classificação
O manejo adequado da irrigação, nutrição, sanidade e colheita pode contribuir para a qualidade comercial.
Cuidados durante beneficiamento, embalagem, armazenamento e transporte também podem reduzir perdas.
O objetivo não é apenas aumentar a produção total, mas melhorar a proporção efetivamente comercializada.
5. Avaliar diferentes canais de comercialização
Dependendo da estrutura da propriedade, cooperativas, associações, contratos comerciais e outros canais podem representar alternativas.
Cada modalidade possui exigências, custos e riscos próprios.
A decisão deve considerar volume, regularidade, qualidade, logística e condições de pagamento.
Como calcular o preço mínimo necessário para cobrir os custos?
Uma ferramenta inicial é calcular o custo por unidade comercializada.
Imagine uma situação hipotética:
Uma propriedade apresenta custo total de R$ 80 mil para produzir e comercializar 20 mil quilogramas de determinada hortaliça.
Dividindo o custo pela quantidade comercializada:
R$ 80.000 ÷ 20.000 kg = R$ 4,00/kg.
Nesse exemplo simplificado, o preço de R$ 4,00 por quilograma corresponde ao custo médio por unidade comercializada.
Se o produtor vender por R$ 3,50/kg, a receita será inferior ao custo total considerado.
Se vender por R$ 5,00/kg, haverá uma diferença positiva entre receita e custo.
Entretanto, o cálculo real precisa considerar corretamente os componentes de custo, as perdas e o volume efetivamente vendido.
Esses valores são hipotéticos e não representam custos reais de cenoura, alho, batata ou outras culturas.
Produzir mais pode diminuir o preço recebido?
Em determinadas condições, sim.
Quando muitos produtores aumentam a oferta de um produto ao mesmo tempo, o mercado pode enfrentar pressão sobre os preços.
Isso não significa que aumentar a produtividade individual seja uma decisão ruim.
Uma produtividade maior pode reduzir o custo por quilograma quando o aumento da produção supera o crescimento dos custos.
Mas o benefício econômico depende do preço recebido e da capacidade de comercialização.
É por isso que decisões de expansão de área precisam considerar tanto a viabilidade agronômica quanto as perspectivas de mercado.
Assistência técnica pode ajudar na rentabilidade?
Sim, principalmente quando integra orientações agronômicas e acompanhamento econômico.
O levantamento do Sistema Faemg Senar destaca ações de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) voltadas à cadeia de hortaliças.
Segundo a instituição, em 2025:
- 1.489 produtores foram atendidos pela ATeG;
- O atendimento cresceu 65% em relação ao ano anterior;
- As ações abrangeram mais de 2.800 hectares;
- O Senar realizou 297 cursos, com 3.230 participantes.
Esses números representam a abrangência das ações informadas pela instituição.
Não significam, por si só, que todos os produtores atendidos tiveram aumento de lucro ou produtividade.
Para avaliar esses resultados, seriam necessários indicadores específicos de desempenho.
Qual é a principal lição do levantamento para os produtores?
O destaque de Minas Gerais na produção brasileira mostra a capacidade produtiva da horticultura do estado.
Mas os desafios econômicos apresentados no mesmo levantamento reforçam que o sucesso de uma atividade agrícola não pode ser medido apenas em toneladas.
Produtividade elevada é importante, especialmente quando permite melhor aproveitamento dos recursos.
Entretanto, o resultado financeiro também depende da qualidade comercial, dos custos, dos preços e das condições de mercado.
Para o produtor, isso significa que planejamento agronômico e gestão econômica precisam caminhar juntos.
Minas Gerais lidera a produção de hortaliças, mas isso garante lucro?
Não. A liderança produtiva demonstra a importância do estado no abastecimento nacional, mas não garante rentabilidade para todas as propriedades.
O levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar em outubro de 2026 mostra que Minas Gerais responde por aproximadamente 46% da produção brasileira de cenoura, 44% de alho e 33% de batata-inglesa e abóbora.
Ao mesmo tempo, a instituição registrou queda média de 43% nas cotações do alho no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
Os dois indicadores mostram dimensões diferentes da atividade: participação na produção nacional e comportamento dos preços.
Não é possível calcular a rentabilidade dos produtores apenas com esses números.
Mas eles ajudam a compreender por que produzir bem é fundamental, enquanto vender bem e controlar custos são igualmente importantes para a sustentabilidade econômica da propriedade.
Na horticultura, o objetivo não deve ser simplesmente colher mais. Deve ser produzir com eficiência, qualidade comercial e planejamento para transformar a produção em resultado econômico.
Fontes consultadas
Sistema Faemg Senar. Minas lidera produção nacional de hortaliças. Publicação de 8 de outubro de 2026, com dados sobre participação de Minas Gerais na produção nacional, volumes produzidos, preços do alho e desafios econômicos.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Produção Agrícola Municipal (PAM). Pesquisa estatística oficial utilizada como base pelo levantamento institucional.
Cepea/Esalq-USP. Hortifruti Brasil. Informações e análises de mercado sobre hortaliças e frutas, úteis para acompanhar preços, oferta e comercialização.
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